Visita ao GRAACC, uma incursão pela vida

Num sábado ensolarado, seis pessoas foram ao GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer) dispostas a dedicar seu tempo para conhecer mais sobre uma instituição que tem todo o seu trabalho voltado ao ser humano. O único arrependimento do grupo foi não ter levado um lenço, para enxugar as lágrimas que insistiram em cair durante uma apresentação.
As paredes dos consultórios são enfeitadas com desenhos de crianças do mundo todo. Os andares são repletos de cores, para acalmar e aconchegar os pequenos. O GRAACC é interligado com um antigo prédio, conhecido como IOP – ambos os edifícios são modernos e bem equipados. Na passagem de um prédio para o outro, um corredor com lindas fotos de crianças é a expressão dos mais amplos sentimentos.
“Estou encantada com tudo o que vi neste hospital, desde os detalhes da parede até o carinho dos funcionários.” – afirmou a estudante de enfermagem Letícia Omena, umas das visitantes. Os detalhes conquistam e encantam. E por falar em detalhes, eles não estão apenas nas paredes ou na decoração. Mas, principalmente, no trabalho e no comprometimento.
Na parte da educação, por exemplo. Se a criança não pode ir à escola, a escola móvel vai até ela. Adolescentes em tratamento e em fase de ENEM também fazem as provas dentro da instituição. Isso é o máximo! É o pensar no futuro, é dar a mão em meio ao caos, é mostrar que depois da chuva existe um lindo arco-íris e um mundo inteiro para desbravar.
O GRAACC é amor. O GRAACC enxerga e pensa na família que existe por trás desta criança. O GRAACC vê o ser humano como um todo, não apenas sua patologia ou uma série de sessões de radioterapia/quimioterapia a se cumprir.
A brinquedoteca encanta das crianças aos adultos. Os vestidos pendurados, as fantasias em seus cabides, os super-heróis todos juntos em uma só batalha. Têm dias que Maria vira Mulher-Maravilha, têm dias que João vira Homem-Aranha. Quem é que não gostaria de ser herói por um dia?
Em uma das recepções, há um sino ao lado de uma placa com a frase de uma mãe que perdeu seu filho. O sino é tocado pela criança quando ela sai do hospital com a sua tão esperada cura. O som do sino é a representação que ela não vai mais ser submetida a quimioterápicos, que lhe trarão diversos efeitos colaterais. A criança sai dali pronta pra reencontrar a sua família e disposta a conquistar o mundo. Que este sino seja tocado muitas e muitas vezes, que o sorriso no rosto nunca desapareça e que a esperança nunca deixe de existir!
A visita foi encerrada com chave de ouro, com a exibição de dois vídeos emocionantes. Um deles mostra como foi feito o projeto das fotos no corredor, que interliga o prédio novo ao antigo. E o outro detalha o sentimento das crianças com a perda de seus cabelos pelo efeito dos remédios, como elas se sentem quando saem às ruas e os olhares de interrogação e julgamento. É assim que nasce o projeto “Carequinha”.
As lágrimas rolam pelo rosto e percebe-se o quanto um lenço seria importante naquele momento. Encantador é mais um dos muitos bons adjetivos com que se pode definir este lugar que exala amor e cuidado.
Parabéns ao GRAACC, por todo esse magnífico trabalho.
E gratidão ao CAEU (Centro Acadêmico de Enfermagem Unicid), por proporcionar essa visita tão especial.



